Ao que parece, Horace Grant não é o único insatisfeito com o documentário “The Last Dance”, sobre a trajetória da dinastia do Chicago Bulls na NBA nos anos 1990. Ainda que não tenha se pronunciado publicamente, Scottie Pippen, fiel escudeiro de Michael Jordan naquele time, também teria se irritado com algumas declarações do astro na produção. As informações foram divulgadas pelo jornalista David Kaplan, da ESPN, durante seu programa de rádio.

– Ele está tão bravo com Michael e como ele foi retratado, chamado de egoísta, disso, daquilo, que ele está furioso por ter participado e não ter percebido no que estava se metendo – afirmou o jornalista.

O silêncio de Pippen sobre o documentário vinha sendo alvo de questionamentos desde que os primeiros episódios foram lançados. Muitos já especulavam que o ex-ala não havia ficado satisfeito com a imagem que Jordan o havia retratado, assim como outros ex-companheiros, na produção.

Logo nos primeiros episódios, em uma entrevista atual, Jordan disse reprovar a briga de Pippen por um melhor salário nos Bulls – apesar de ser um dos astros na franquia, tinha apenas o 122° salário na NBA. Por conta disso, Michael Jordan disse que o ex-companheiro havia sido egoísta em meio à disputa das finais da Conferência Leste de 1990, contra o Detroit Pistons.

A explicação para a remuneração abaixo da merecida foi que, em 1991, ano do primeiro título da NBA dos Bulls, Pippen, então com 25 anos e em sua quinta temporada no time, assinou uma extensão de contrato de US$ 18 milhões distribuídos em sete anos, o que rendia em salários US$ 2.7 por temporada. Um valor que se mostrou ao longo das temporadas uma gigantesca barganha para o Chicago.