A nomeação de Rodolfo Barra como procurador do Tesouro no futuro governo de Javier Milei suscitou críticas por seu passado como militante de uma organização de extrema-direita pró-nazismo, acusação da qual se defendeu dizendo que foi uma “loucura de adolescente”.

O Fórum Argentino contra o Antissemitismo (Faca) expressou em um comunicado “sua preocupação e rejeição” ante a indicação que considerou “uma afronta direta ao espírito democrático e plural”, ao mesmo tempo em que pediu ao futuro presidente que reconsidere sua decisão.

“Consideramos essa escolha uma afronta direta ao espírito democrático e plural de nosso país. É inadmissível que uma pessoa com antecedentes vinculados ao Movimento Nacionalista Tacuara, com tendências próximas ao nazismo, seja nomeada para um cargo de tal relevância em nosso país”, expressou a Faca.

Barra, de 75 anos, é um jurista de longa trajetória no Estado que integrou a Suprema Corte de Justiça, foi vice-ministro de Obras Públicas e ministro da Justiça do ex-presidente Carlos Menem (1889-1999).

No entanto, em 1996, a revelação de sua militância quando jovem na organização de extrema direita pró-nazismo Tacuara motivou a sua renúncia como ministro da Justiça e um pedido público de desculpas, após a divulgação de uma foto na qual ele era visto com outros jovens fazendo a saudação nazista.

“Se fui nazista, me arrependo”, declarou Barra à época.

Argentina conta com a maior comunidade judaica da América Latina, com cerca de 250 mil pessoas.

 

Fonte: AFP
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